quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Porque às vezes... às vezes...



(a gente simplesmente se sente assim)

Inté!

sábado, 6 de agosto de 2011

Do que se impõe (direitos humanos, por exemplo)...



Ai credo, é o fim do mundo! Na minha época não acontecia isso! – exclama minha avó diante do noticiário na TV.

Claro que acontecia, coisas assim acontecem desde que o mundo é mundo. – respondo eu, todo trabalhado na poker face.

É, mas pelo menos a gente não ficava sabendo! – retorna minha avó.

Relevada a idade de minha avó (e, consequentemente, sua visão de mundo), a situação descrita me têm feito pensar: Não sei se é porque, agora, ando mais sintonizado nesse tipo de notícia (afinal, como todos sabemos, nossa visão de mundo muda de acordo com nossos interesses), mas – de fato – não me lembro de ver, nos noticiários, notícias como as que venho acompanhando atualmente. Todos os dias pipocam novos casos de crimes de ódio pelo país; todos os dias ouço casos de pessoas que morrem/são atacadas sem provocação, todos os dias ouço acusações de privilégios e tentativas de instauração de uma dita “ditadura” e o pior: todos os dias me acostumo mais um pouco com esse cenário.

A última foi a criação do dia do orgulho heterossexual como resposta à série de “privilégios” concedidos à população LGBTs e... numa boa? Não vou enumerar os contra-argumentos aqui; pessoas mais articuladas já o fazem todos os dias e são sumariamente ignoradas (o que é uma pena, dado que algumas delas são brilhantes). Me limito a dizer que estou cansado dessa história. Cansado de tentar entender o porquê de tanta histeria, da aparente necessidade de pintar uma batalha, uma dicotomia desnecessária; é tão importante assim aos parlamentares/formadores de opinião ter a quem hostilizar a ponto de usar isso como parâmetro de “liberdade de expressão”? Porque, pessoalmente, é o que parece.

Não quero escolher “lados” (embora, por ser quem sou, já seja automaticamente pintado como o capeta), não quero devolver a opressão na mesma moeda, não quero ser Bruno. Quero viver minha vidinha como qualquer outro cidadão livre nesse planeta. Levando em conta que sou humano, adulto, pago meus impostos e ajo como qualquer outra pessoa dentro dessa sociedade, acho que tenho esse direito, não?

Ou serei realmente obrigado a pegar em armas para defender minha liberdade de existência e tudo o que minha família me ensinou sobre não mentir (sobre quem eu sou, inclusive)? Engraçado que, ao pensar em todas as discussões levantadas – sobretudo na supervalorização da palavra “ditadura” – me veio à mente a relativa tranquilidade e sorte que atribuíam à minha geração de não ter vivido os anos de chumbo da repressão militar, dizendo que jamais saberíamos o peso de toda aquela vigilância e insegurança... será?

Será por isso que, quando criança, me diziam tanto para aproveitar essa época da vida?

Inté!

domingo, 17 de julho de 2011

Hello boys, I´m ba-ack!



E eis que depois das "Férias" forçadas, volto pra tocar o blog... o que eu perdi nesse meio-tempo?

(Sério, me desculpem o TREMENDO HIATO nas postagens, mas... né?)

Inté! =)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Modus operandi


Então me acometeu perceber que não só ao longo dos últimos meses, mas dos últimos anos (toda a minha vida na verdade), não importa onde eu esteja: Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis... Eu sempre tenderei a me encontrar sozinho na noite. É um fato. Sem questionamentos ou disposições em contrário (geralmente de quem gosta de cantar que “♪ é impossível ser feliz sozinho... ♫”). Eu simplesmente vagarei pela rua e voltarei pra casa, indiferente às poças de água, bitucas de cigarro ou às canções imersas em álcool etílico que vazam de um ou outro orgulho partido no meio do caminho. É assim que sempre funcionou.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Amor violeta

O amor me fere é debaixo do braço,
de um vão entre as costelas.
Atinge o meu coração é por esta via inclinada.
Eu ponho o amor no pilão com cinza
e grão de roxo e soco. Macero ele,
faço dele cataplasma
e ponho sobre a ferida.

(Adélia Prado)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Come as you are...

“A primeira impressão é a que fica” e “Propaganda é a alma do negócio” são, desde que me entendo por gente, as máximas no que diz respeito aos negócios e até mesmo às relações interpessoais. Quem ousaria discordar? Mas – mesmo com toda a lógica contida nesses pensamentos – não consigo deixar de achar graça (às vezes, até mesmo entediante) a forma como, sempre que começava um relacionamento, meus “pretendentes” ressaltavam suas qualidades numa aparente (e, algumas vezes, desesperada) tentativa de causar boa impressão. Não os desmerecendo, claro, eram caras maravilhosos; mas o que quero realmente dizer é que – independente do andamento dos casos – tanta autopromoção era totalmente desnecessária.
Sei que falo apena por mim, mas sempre preferi descobrir as afinidades e diferenças com as pessoas aos poucos, com a convivência (como qualquer relacionamento se desenvolve). Às vezes descobrir que o outro compartilha algo que – até então – você julgava ser só seu ou até mesmo aquela implicanciazinha insuportável é mais interessante que ter um dossiê entregue em mãos (o que não é muito difícil, dado que estamos na era das redes sociais, mas nesse caso a iniciativa costuma ser sua).

Talvez por isso (em protesto ou, às vezes, simplesmente pra bancar o “diferente”) eu acabe, em troca à autopromoção alheia, por entregar todos os meus defeitos, numa espécie de “aviso aos navegantes” (olha, esse sou eu: sarcástico, dramático e com um humor totalmente influenciado pela Lua. Se, mesmo assim, você quiser continuar comigo, tudo bem!). Infantil? Muito provavelmente. Aliás, se pararmos pra pensar, meu hábito pode ser considerado tão superficial e desnecessário quanto a necessidade de se autopromover em demasia nos primeiros encontros. Mas, se todos o fazem, não deve ser algo tão aberrante assim, não?

"I was born this way... imperfect"

É bom lembrar que – nesse “joguinho” inventado – somos todos humanos, imperfeitos e constantemente insatisfeitos... Podemos brincar de nos descobrir assim?

Hasta!