Uma coisa sobre a qual passei a semana pensando (além de “eu tenho que fazer a fisioterapia, eu tenho que fazer a fisioterapia, eu tenho que fazer a fisioterapia...”, é claro) é sobre os filmes que eu vi e ninguém mais parece ter visto (ou, se viu, faz tanto tempo que não mais se lembra); filmes que de tão interessantes/toscos/WTF? Só passavam de madrugada e eu só assistia porque era o único na casa acordado àquela hora (é... tem coisas que realmente não mudam).
Tentei buscar o trailers dos principais entre eles e só não encontrei do “Threesome – Três formas de amar” , no máximo alguns vídeos sobre um filme homônimo (e relativamente mais comportadinho) e uma peça de teatro baseada no filme, mas isso já não vem ao caso agora, enfim...
E você? Também tem as suas "pérolas televisivas" da madrugada?
Hasta!
domingo, 18 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Serenidade

Sem explicações ou teorias. Hoje acordei incrivelmente otimista, sereno, intimista e saudosista (não o saudosista-melancolico-padrão, que fique bem claro). Logo de manhã decidi deixar um pouco de lado as paixonites instantâneas, superficiais e passageiras que vem e vão nesses dias corridos e me apegar um pouco aos amores antigos. E não digo "paixões" e "amores" naquele sentido clichê que vêm imediatamente à cabeça, de uma pessoa amada e idolatrada e salve salve, mas de coisinhas... lembranças descompromissadas, sensações esquecidas na maior parte do tempo e velhas manias (tá bom... de algumas pessoas também). Coloquei aqueles CDs (juro que, por pouco, não digito “discos” aqui... meu passado saudoso ainda é bem recente) do Los Hermanos pra tocar e me deixei carregar pelas recém-chegadas nuvens cinzentas a passear pelos céus do Planalto central. Sem calor excessivo ou frio de rachar; um dia fresco como essa brisa que teima em trazer promessas de coisas boas e algumas lembranças gostosas de outrora. Alguém a fim de um cafezinho ou de bater um papinho desimportante? Deve fazer um tempinho desde a última vez que vocês pararam , não?
Hasta!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Count your fingers...
Às vezes os dias simplesmente começam e terminam assim...
Hasta!
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
E agora... 2016!
O Brasil ganhou a eleição para sediar as Olimpíadas de 2016, não teve como não ver: todos os noticiários, sites e tweets nas horas seguintes ao resultado não falavam de outra coisa, tanto para o bem quanto para o mal (ok, muito mais para o bem, tem gente que se empolga com uma facilidaaaade). Enfim... Beleza, joinha, tchubirubis; a terra brasilis ganhou mais uma oportunidade de se promover lá fora e fazer bonito... ou não?
Há algum tempo atrás escrevi um post sobre os preparativos (em Brasília, pelo menos) pra Copa de 2014 (já esqueceu, caro leitor?) e nas pataquadas que estavam projetando para mostrar ao resto do globo o quão evoluídos nós somos. Praças, reformas de estádios, VLTs, (re)urbanizações e (re)invenções do espaço urbano; tudo para receber com a devida pompa os atletas e torcedores estrangeiros.
Se eu me empolgo com essa história? Sim e não. Sim, porque – dependendo do projeto – finalmente vemos o dinheiro dos impostos sendo usado para algo que não seja os constantes aumentos salariais dos parlamentares; e não (e com uma ênfase toda especial nesse “não”), porque por mais que inventem, construam e tentem apresentar ao mundo uma imagem de “país emergente”, no fundo nossos problemas continuação sendo os mesmos: falta de educação do povo, corrupção geral do Estado e condições de saúde (e de serviço funerário também) precárias.
(fora a exoticamente excitante tradição de, em meio a tudo isso, ainda querer vender a imagem de “país das mulatas sambantes e do futebol”... que beleza!)
Já houve quem me acusasse, hoje, de não ser patriota por não vibrar com a escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica. Paciência... acho que já passei da fase de me maravilhar com simples “pão-e-circo”, mas – se não tem jeito – que venham os malditos jogos!
(eu realmente só espero que as melhorias urbanas não sejam operadas desse jeito)
Hasta!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
E foram felizes pra sempre...
Será? Não necessariamente!

Graças a alguma mente insana da Grande Nação Nerd (bate!), baixei algumas edições de Fábulas e, ao lê-las, aquela experiência foi se transformando num vício crescente. A idéia de arrancar as (aparentemente perfeitas) Fábulas de seus reinos e jogá-las refugiadas num bairro de uma New York real, munida de problemas e dilemas reais foi genial! Na Cidade das Fábulas (o “bairro-refúgio”) encontramos uma Branca-de-neve burocrática, interagindo com um Lobo mau tornado xerife (e humano) e outros personagens como um Príncipe encantado escroque (e do qual ela se divorciou há alguns séculos), uma Rosa vermelha (sua irmã) rebelde, um João (do pé-de-feijão) trambiqueiro, entre tantos outros; tudo escrito com um humor inteligente e narrado de forma a prender o leitor. Longa vida ao Bill Willingham por criar minha mais nova paixão literária!
Curioso? Se interessar dá pra baixar por AQUI as 14 primeiras edições da série (dois arcos de histórias), o que já dá pra dar uma boa idéia da trama (muito melhor do que eu, um leitor maravilhado, posso explicar); cortesia do pessoal do Vertigem.

E pra quem for leitor de primeira viagem, é melhor baixar, antes, o programa para ler quadrinhos digitais aqui, ok?
Hasta!

Graças a alguma mente insana da Grande Nação Nerd (bate!), baixei algumas edições de Fábulas e, ao lê-las, aquela experiência foi se transformando num vício crescente. A idéia de arrancar as (aparentemente perfeitas) Fábulas de seus reinos e jogá-las refugiadas num bairro de uma New York real, munida de problemas e dilemas reais foi genial! Na Cidade das Fábulas (o “bairro-refúgio”) encontramos uma Branca-de-neve burocrática, interagindo com um Lobo mau tornado xerife (e humano) e outros personagens como um Príncipe encantado escroque (e do qual ela se divorciou há alguns séculos), uma Rosa vermelha (sua irmã) rebelde, um João (do pé-de-feijão) trambiqueiro, entre tantos outros; tudo escrito com um humor inteligente e narrado de forma a prender o leitor. Longa vida ao Bill Willingham por criar minha mais nova paixão literária!
Curioso? Se interessar dá pra baixar por AQUI as 14 primeiras edições da série (dois arcos de histórias), o que já dá pra dar uma boa idéia da trama (muito melhor do que eu, um leitor maravilhado, posso explicar); cortesia do pessoal do Vertigem.
E pra quem for leitor de primeira viagem, é melhor baixar, antes, o programa para ler quadrinhos digitais aqui, ok?
Hasta!
A bunda, que engraçada
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda.
Carlos Drummond de Andrade
AQUELE livro (o amor natural)
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda.
Carlos Drummond de Andrade
AQUELE livro (o amor natural)
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